Amor no Cabide

É um movimento da cidade: doe amor através de agasalhos.

Qual é o objetivo?

Espalhar cabides pela cidade e promover a doação de agasalhos para quem precisa.

Como funciona? 

– Todos podem participar do movimento;

– Cada pessoa pode colocar roupas em cabides já existentes ou adicionar um novo pela cidade;

– O movimento conta com o bom senso de todos para que os mais necessitados se apropriem das doações.

 

Como começou?

Três amigas. Um almoço de inverno.

Serviram caldinho de feijão naquele dia.

Nós também tomamos café para esquentar.

E, enquanto nos esquentávamos e conversávamos sobre as milhões de dúvidas profissionais que tínhamos (e ainda temos!), surgiu, quase que de repente, quase que sem querer, uma ideia.

Essa ideia tinha como principal objetivo fazermos algo além do nosso trabalho, além das nossas relações mais próximas, além de nós mesmas.

Queríamos retribuir todo o amor que nos rodeia. O amor de pai e mãe, de vó e de irmão, de namorados, e de amigas como nós. Aquele amor que conforta. O amor que aquece.

Queríamos também desenvolver o nosso senso de desapego. Percebemos que o verbo ter é completamente diferente de precisar e vice-versa. Percebemos que além do caldinho de feijão e do café para esquentar, tínhamos uma pilha de roupas em casa que não nos viam há dias (para não dizer meses).

E, então, misturando esses dois sentimentos, aprendemos que doação é amor. E lembramos de algumas referências que tínhamos visto em outras cidades. E rabiscamos novos conceitos, desenhos, frases. E criamos o Amor no Cabide.

Só que o inverno passou…. O tempo passou.

Mas a ideia ficou, e a noite esfriou (mais uma vez).

E agora, José? E agora, você? Agora, nós.

Helena Legunes, Luana Flôres, Laura Camardelli Foto de Fernanda Coelho

Helena Legunes, Luana Flôres, Laura Camardelli
Foto de Fernanda Coelho

Agora vamos, vamos agora, vamos testar, vamos para a rua, vamos de qualquer jeito, vamos mesmo com a Copa do Mundo, nós vamos agora.

E fomos: coletamos roupas, prendemos plaquinhas, distribuímos amor, pegamos o carro, andamos mais um pouco, prendemos outros cabides, conversamos com os moradores (de rua ou não), vimos o pessoal pegando as roupas, vimos os cabides sendo realimentados.

E vocês vieram conosco: aprendemos juntos, protegemos as roupas porque choveu, fizemos plaquinhas ilustradas para quem não leu, criamos algumas pequenas regras, definitivamente, crescemos e aparecemos. Fizemos muita gente feliz – e, mais, descobrimos que tudo isso nos fazia muito feliz.

É uma iniciativa. Rápida. Simples. Democrática. É um movimento fácil – a gente só precisa tirar o cabide do armário e levar para rua para quem precisa.

Se você precisa (do agasalho, do amor, do sorriso), é seu.